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Sobre o festival

Rumo aos 10 anos de existência, o Festival de Artes Cênicas de Bauru se reconfigura e apresenta uma nova versão: o InterFACE, uma edição especial online.

Com mais de 50 ações artísticas, entre espetáculos, debates e ações formativas, o festival se consolida como um dos principais eventos artísticos do estado de São Paulo.

Plural, urgente e pulsante, o InterFACE é uma mostra cênica não competitiva de espetáculos, performances, oficinas, workshops e bate-papos, que foca nas pesquisas cênicas contemporâneas.

Serão doze dias de evento, com atrações nacionais e internacionais.


E, em meio à crise mundial ocasionada pela Covid-19, o InterFACE chega como uma ferramenta de fomento ao setor artístico, que busca amenizar as consequências da pandemia.
 

O desafio de integrar o território virtual é um convite para desenvolvermos juntos uma nova forma de criar, do fazer artístico e de suas vertentes. Laços que se reconstroem em novas plataformas. Neste novo formato, alçamos também novos públicos e conquistamos agora uma plateia imensurável, que ultrapassa limites físicos e geográficos.

Esse é um convite à reflexão sobre o nosso atual contexto sociocultural sufocante. Um momento de respiro e abertura, para percorrermos os diversos caminhos da subjetividade artística, permeando diferentes experiências poéticas, políticas e estéticas. 

Bem-vindo a mais um

Festival de Artes Cênicas de Bauru.

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“espere pelo inesperado”

Edgar Morin (Um festival de incerteza)

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Mesmo com as incertezas promovidas pelo atual contexto imposto pela pandemia, é com grande satisfação e euforia que temos a honra de celebrar uma edição especial do Festival de Artes Cênicas de Bauru – o InterFACE. Por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, fruto da mobilização e do diálogo da classe artística, temos a oportunidade de realizar o InterFACE e convidar a todos para uma nova forma de pensar a arte e refletir sobre as consequências ocasionadas pela pandemia no Brasil e no mundo.

A temática proposta para esta edição “Reflexões sobre o papel do artista pós pandemia” vai ao encontro da inter-relação entre o meio urbano, os indivíduos que o compõem e as mudanças comportamentais que, de forma abrupta, alteraram o modo de ser da sociedade.

Nossos dias foram invadidos por um caos cujos fluxos são capazes de paralisar os corpos e levar nossas respirações a um estado de asfixia. Todos tivemos que reaprender a respirar. O mundo sofreu importantes mudanças nos últimos meses  e, como escreveu o filósofo Edgar Morin (2020), no artigo Um festival de incerteza: “A importante revelação dos impactos que sofremos é que tudo aquilo que parecia separado está conectado, porque uma catástrofe sanitária envolve integralmente a totalidade de tudo o que é humano”. Houve uma capacidade enorme por parte dos artistas de transformar e adaptar seus projetos artísticos, ampliando o olhar sobre o seu entorno.

Experienciamos no agora um empurrão para além dos limites da imaginação. Por isso, neste período de confinamento físico, o InterFACE vem para proporcionar o desconfinamento mental.

Andressa Francelino

“O mundo pós-moderno está se preparando para a vida sob uma condição de incerteza que é permanente e irredutível”,

Zygmunt Bauman

(O Mal Estar Da Pós-modernidade)

A dinâmica brutal e avassaladora de nossos tempos é um ponto de geração de memória e de dilatação do espaço. Vivemos um momento de rascunhos, rabiscos, manuscritos, prospectos e de imaginação pulsante e criativa. A arte de hoje é diluída no todo da história.

Como existir se o nosso eu já não mais cabe nos limites físicos da existência? Um corpo/poesia que vai além das esperanças frustradas de tornar a realidade suportável. Um corpo/memória que resiste, que expande-se e em sua multiplicidade compõe um novo agora.

Pois somos tudo, menos imóveis e, para este instante que é urgente, forjamos um festival dinâmico, imbuído de uma linguagem caótica e contínua, criadora e portadora de significados em uma realidade flagelada, que possa ser replicada, alterada e recriada por máquinas reprodutoras e pelos olhares enquadrados.

Essa adaptabilidade e a imprevisibilidade das atividades culturais e do fazer artístico compõem um movimento dentro de um nada transbordante de significado, verdades, ficção e incertezas.

Fábio Valério
 

Sobre o grupo

Protótipo Tópico

(R)existindo!

Ao longo de doze anos de inquietações artísticas, o grupo tem tido como premissa a pesquisa e a criação artística, primando pelo trabalho do ator e experienciando uma pesquisa multilinguagem e transversal, que busca novos elementos na articulação do simbólico, do imagético e artístico.

 

Atualmente, ainda que ancorado por diferentes filósofos e pesquisadores, o Protótipo caminha pelos estudos do lugar-memória, dos princípios do teatro-documentário e da dramaturgia da lembrança, na incessante investigação por uma maneira própria de criação cênica. 

 

Já contemplados por diversos projetos de incentivo à cultura nas esferas municipal, estadual e federal, o grupo segue cada vez mais instigado em diferentes experimentações, atentos à contemporaneidade.

Ao trilhar esses processos, constatamos que é através da confluência entre a arte e a política que é possível fomentar, potencializar e ampliar a difusão cultural.

 

Assim, transbordando as fronteiras de nossas pesquisas com o intuito de democratizar o acesso à arte e entendendo a necessidade da formação de público, nasceu o Festival de Artes Ciências de Bauru. Há quase uma década de realização, seguimos nos reinventando a partir da existência e da subjetividade de cada cena que passou por nossos palcos e telas.

Para mais informações sobre o Protótipo Tópico, acompanhe as redes sociais do grupo:

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Ficha técnica

Direção Geral e Artística Andressa Francelino e Fábio Valério 

 

Coordenação de Produção Mariana Vita

 

Produção José Augusto Ribeiro Vinagre, Juliana Ramos, João Folcato

 

Produção Técnica Mariana Boico

 

Assistência de Produção Giovanni Alberti

 

Técnico Thiago Neves

 

Coordenação de Comunicação: Juliana Ramos

Comunicação Gabriel Duarte 

 

Assistência de Comunicação Victória Rangel

 

Curadoria e Mediação Protótipo Tópico

 

Identidade Visual Coletivo Boitatá

 

Transmissões e Registros Pro Clipe

 

Registro Audiovisual Kenji Matsumoto 

Fotógrafo Denis Augusto

 

Realização Grupo Protótipo Tópico, Sociedade Amigos da Cultura, ProAC Expresso Aldir Blanc